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Sol e piso sintético aumentam dificuldade que o Grêmio terá contra o São José

Grêmio deve enfrentar o São José neste sábado com temperatura acima dos 35°C

Publicado 16/02/2012

 

O piso sintético do Passo D’Areia, desconhecido da maioria dos jogadores do Grêmio, é apenas parte da dificuldade que a equipe irá enfrentar no jogo de sábado, contra o São José. 
A outra parte ficará por conta do calor, que, na hora da partida, promete ser mais intenso do que o registrado nesta quarta-feira. 
Composto por brita, contrapiso asfáltico e borracha, que serve para absorver o impacto, o gramado sintético, inaugurado há um ano, passa aos jogadores uma sensação de desconforto. Conforme Gabriel, o piso é duro e a bola corre mais rápido. Carrinho, nem pensar.
— Queima toda a perna — preocupa-se o lateral direito.
As chuteiras, que já esquentam em dias de temperatura amena, ferviam nesta quarta, quando o calor chegou a 35°C. 
— Parece que o pé está dentro do fogo — assusta-se o centroavante André Lima, enquanto molha as chuteiras, sentado à beira do campo.
Ao seu lado, o volante Fernando também brinca com a situação:
— Se não molhar, vai cozinhar.
Fisiologista do São José desde 2010, Jefferson Oliveira revela que os jogadores de sua equipe utilizam uma palmilha especial que diminui em até 10°C a temperatura do pé. Sorrindo, recusa-se a dar o nome do produto, para que o Grêmio não use o recurso. 
A adaptação ao forte calor previsto para sábado é feita desde o início da semana. Por recomendação do coordenador científico Luiz César Martins, os jogadores têm abusado do consumo de sucos, água de coco e isotônicos. Nesta quarta, o treino era interrompido a cada 20 minutos para que os jogadores se hidratassem. Quatro galões de água foram consumidos. 
— O Batista não pode trabalhar nesse jogo de sábado — provoca Glauco Pasa, repórter da RBS TV, numa referência ao desmaio do comentarista frente às câmeras em fevereiro de 2010, durante a transmissão de um jogo do Gauchão a 40ºC.
O temor de lesão também é admitido. Sob a a alegação de que as travas podem trancar no piso e provocar torção no joelho, a maioria dos jogadores optará por chuteiras utilizadas em futebol society. Paulo Matos, gerente de futebol do São José, incomoda-se com as críticas. Como resposta, diz que as duas únicas lesões sofridas por jogadores do clube foram em jogos disputados fora de casa.
— Falam do caso do Sorondo (que sofreu lesão de joelho e clavícula no gramado sintético), mas ele caiu com o ombro para fora do gramado — diz.  
Representante da Gramados Sintéticos, empresa que há um ano instalou o piso do Passo D’Areia, Ricardo Aquino diz que o campo foi aprovado por um laboratório holandês credenciado pela Fifa. Segundo ele, estudos mostram que os riscos de uma lesão são os mesmos do campo normal.

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Fonte: ZH

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